segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lua.


                                                                 16.05.2011

domingo, 15 de maio de 2011

Sarah McLachlan - Angel



Passa todo seu tempo esperando
Por aquela segunda chance,
Por uma oportunidade que deixaria tudo bem
Sempre há um motivo
Para não se sentir bem o suficiente.
E é difícil no fim do dia,
Eu preciso de alguma distração.
Oh, belo descanso
A lembrança vaza das minhas veias...
Deixe-me ficar vazia
E sem peso e talvez
Eu encontrarei alguma paz esta noite.

Nos braços de um anjo,
Voar para longe daqui,

Deste escuro e frio quarto de hotel
E da imensidão que você sente.
Você é arrancado das ruínas
De seu devaneio silencioso.
Você está nos braços de um anjo,
Talvez você encontre algum conforto lá
Tão cansado de andar na linha,
E para todo lugar que você se vira
Há abutres e ladrões nas suas costas,
E a tempestade continua se retorcendo.
Você continua construindo as mentiras
Que você inventa por causa de tudo que você não tem
Não faz nenhuma diferença
Escapar uma última vez.
É mais fácil acreditar nesta doce loucura, oh
Esta gloriosa tristeza que me deixa de joelhos

Nos braços de um anjo,
Voar para longe daqui..

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Lady Antebellum - Can't take my eyes off you

Eu sei que as pontes que eu queimei
No caminho
Deixaram-me com essas paredes e essas cicatrizes
Que não querem sair
E me abrir sempre foi a parte mais difícil
Até você chegar

Então deite-se aqui ao meu lado, abrace-me e não solte
Esse sentimento que estou sentindo 
é uma sensação que eu não conhecia
E simplesmente não consigo tirar os olhos de você
E simplesmente não consigo tirar os olhos de você

Adoro quando você diz que eu sou linda
Quando acabo de acordar
E eu amo como você me provoca quando eu estou de mau humor
Mas nunca é demais
Estou me apaixonando rápido mas a verdade é 
Que não estou com medo
Você quebrou minhas paredes

De você
De você

terça-feira, 12 de abril de 2011

Boyce Avenue - Change Your Mind



If I could change your mind
How would you want me?
Would you say you need me
Cause I need you now

terça-feira, 22 de março de 2011

Mudar.


Chega um dia que a ficha cai em todos os sentidos possíveis. Chega um dia que você percebe que já chega ficar se lamentando, chorando as pitangas, pensando em coisas inúteis e vivendo só por estar respirando mesmo. Chega um dia que você percebe que aquelas pessoas que você mais ''odeia'' não merecem nem uma palavra sua, muito menos o seu rancor pelas coisas que ela faz. Chega um dia que você simplesmente decide ignorar tudo de ruim que está acontecendo. Chega um dia que você decide tentar esquecer o passado e pensar mais no presente - mesmo que esse presente não seja lá o dos mais agradáveis.
Chega um dia que você decide tentar a felicidade, somente a felicidade. Chega um dia que você decide rir daquelas coisas que possam te fazer chorar muito facilmente. Chega um dia que você decide aceitar os novos romances de quem você já amou com novas pessoas. Chega um dia que você para e pergunta pra si mesmo: eu estou vivendo pra quê? E você chega a conclusão que a vida é só uma, e não serve para ser desperdiçada, muito menos por quem não te merece. Chega um dia que você percebe que tudo que precisa é da sua família e dos seus amigos.
E chega um dia que você simplesmente decide mudar.
Sim, m-u-d-a-r.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Heartless.


''Como você pode ser tão sem coração?
Eu digo, depois de tudo que passamos. Digo, depois de tudo o que fizemos.
Na noite em que ouvi eles contarem a história mais fria já contada, em algum lugar dessa estrada ele perdeu a sua alma.
Como você pode ser tão sem coração?''

domingo, 13 de março de 2011

Acima de tudo o amor.


Acima de tudo o amor - Coríntios 13.


Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e dos anjos, se eu não tivesse amor, seria como sino ruidoso, ou como címbalo estridente.
Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse amor, nada seria.
Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo ás chamas, se não tivesse o amor, nada disso me adiantaria.

O amor é paciente,
o amor é prestativo;
não é invejoso, não se ostenta,
não se incha de orgulho.
Nada faz de inconveniente,
não procura seu próprio interesse,
não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça,
mas se regozija com a verdade.

Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais passará.
As profecias desaparecerão,
as línguas cessarão,
a ciência também desaparecerá.
Pois o nosso conhecimento é limitado;
limitada é também a nossa profecia.
Mas, quando vier a perfeição, desaparecerá o que é limitado.

Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a, a esperança e o amor.
A maior delas, porém, é o amor.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Último.


Ela estava perdida sem ele, completa e totalmente perdida. A única coisa que queria dele era um abraço e poder ouvir a sua voz mais uma vez. Mas ela simplesmente não conseguia isso, ele não queria isso - aparentemente - e ela não tinha uma bola de cristal para descobrir. Um abraço, um simples abraço, podia até ser um último abraço, mas queria somente mais um abraço, dos apertados. E depois do abraço, ouvir a sua voz novamente, mesmo que fosse um adeus. Mesmo que fosse um adeus. E mesmo que fosse um abraço de despedida, um último abraço. E, um último beijo, mesmo que fosse na bochecha. Mesmo que fosse na bochecha. Mas, isso só acontecera nos seus mais insanos sonhos enquanto dormia. Ela não queria acreditar nessa realidade, não conseguia, não tinha ouvido um adeus saindo dos lábios dele, aquele lábios que a beijaram por tanto tempo, que disseram as palavras mais carinhosas já ouvidas por ela. Ela não conseguia acreditar, simplesmente não conseguia, para ela ainda era um assunto mal resolvido, mas, para ele, não. Estava mais que resolvido, estava bem assim, bem melhor assim.
Nela ainda existiam as borboletas que dançavam no seu estômago quando elogiava ele para alguém, ou ouvia algum elogio dele. Ainda existia o mais puro sentimento, ainda existia o amor, ainda existia a vontade de estar junto a ele, ainda existia a vontade de beijá-lo, ainda existia.
Ele não era do tipo que demonstrava o que sentia, e nem sempre essa era a melhor saída, porém era assim que funcionava.
O seu desejo era de um dia, num futuro próximo, ouvir dele o que ele realmente sente, as suas vontades, os seus motivos. E, independente das palavras dele, ela ainda não desistira de um abraço e de ouvir a sua voz dele. Mesmo que fosse o último abraço e mesmo que fosse um adeus.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O valor, aquele valor.

''Dê valor as coisas enquanto as possui, pois sentir saudade não é motivo suficiente para tê-las de volta.''


As coisas acontecem você querendo ou não. Você se apaixona de repente, você vive os momentos intensamente e feliz ou infelizmente o fim chega. Mas, antes desse fim chegar, você teve os dias em que se considerou a pessoa mais feliz do mundo, a mais amada e a mais realizada. Teve dias que sentia que era tudo para aquela pessoa, teve dias que sentia que não conseguiria respirar sem ela. Teve dias que tudo que você queria era poder congelar o tempo e parar naquele momento em que olhava nos olhos azuis dele. Teve dias que você sorria para tudo e para todos, porque simplesmente se sentia feliz ao extremo, como nunca esteve.
Mas, agora tem dias em que você se sente a pessoa menos amada e uma das mais infelizes. Tem dias agora que você sente que apesar de ter sido bom você sente que não fez tudo que queria fazer, não provou o suficiente, pois, se o tivesse feito não teria terminado. Agora, você ainda acha que não pode respirar sem ele, mas você tem, você vai aprender. Porque nada é permanente, nada dura para sempre, nada, nada, nada.
E assim você sente saudades das coisas que já se passaram, e deseja tê-las de volta. Mas nem sempre (lê-se nunca) as coisas voltam como foram no passado. É simplesmente impossível fazer exatamente as coisas como elas eram, tentar revivê-las. A tecnologia ainda não se desenvolveu ao ponto de podermos rebobinar a vida e voltar naqueles momentos que lhe pareceram perfeitos ao lado de alguém. Daquele alguém. E, com isso, você sente saudades. Mas as saudades não são nada mais que mais um sentimento confuso. Milhares de textos dizem que nós devemos seguir os nossos sonhos, mas chega uma hora que determinado sonho não irá se realizar, e você percebe isso, mesmo que lhe custe muitas lágrimas.
Ás vezes temos que nos conformar com a realidade que o destino nos trouxe a tona. Ás vezes as coisas que você nunca esperaria que aconteceriam irão acontecer. Ás vezes é melhor aproveitar os momentos que ainda viram do que viver de lembranças. Ás vezes o melhor é não pensar ou perguntar a todos o que deve fazer, ás vezes o melhor mesmo é lembrar.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Conto de fadas.


Quem nunca sonhou em conhecer a sua alma gêmea e viver feliz pro resto da vida com ela? Mas,com o tempo, você percebe que não existe alma gêmea e que você não consegue ser feliz com alguém pro resto da vida sem um minuto de infelicidade. Então, você decide que o melhor é assistir aos contos de fadas e acreditar que um dia você pode ser o personagem principal da sua própria história.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Labirinto.



Você se sente num labirinto sem fim. Não sabe pra que lado ir, ou pra que lado voltar. Você só quer correr, correr de tudo e de todos, menos dele. Mas você se lembra que tudo que ele quer é correr de você, se afastar, esquecer, fugir. Você se sente arrasada, sem um pedaço do peito, sem coração, sem sentimentos e a única coisa que você consegue fazer é chorar, chorar, chorar. Chorar porque o perdeu, e chorar por ter magoado a pessoa que mais ama nesse mundo e a única que já amou. Chorar por perceber que quem estava errada era você, sempre fora você, você apenas escondia isso. E não era por maldade, escondia porque não sabia onde estava o problema, e o problema é simplesmente você. Agora você chora por querer pedir desculpas por tudo, chora por querer se aninhar nos braços dele e tocar seus lábios. Chora de arrependimento. Chora porque simplesmente é a única coisa que consegue fazer, decidir. Mas tem aquela parte dentro de você, aquela parte que se chama amor, que implora por ele. E tem aquela parte, que se chama ódio, que implora para você não correr atrás, para não se magoar de novo, porque você não é nada, não significa nada para ninguém, e que nunca significará.
Você apenas quer a felicidade de volta, e você sabe onde encontrá-la. Apenas não sabe se vai conseguir conquistá-la de novo. Você precisa ser forte. Mas você o ama, você o ama. Será que ele te ama?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Maré


Ás vezes ela se cansava de lutar contra a maré, mas ai se lembrava que depois dela vem o alto mar, a calmaria. Porém ela parece cada vez mais se distanciar. Díficil mesmo é quando você sente que está nadando sozinha numa imensidão sem fim, sem começo, sem resolução. Mas simplesmente não consegue desistir, precisa ser forte, arrumar forças. Ás vezes simplesmente não vale a pena todo o sacrifício, as vezes simplesmente a melhor opção é desistir. As pessoas dizem, dizem, dizem mas ninguém sabe o que fazer, ninguém sabe o que virá pela frente. Ninguém. Mas existem maneiras de nadar contra essa maré e chegar ao alto mar. É preciso ajuda da pessoa, de uma pessoa. Porque enquanto o mundo inteiro diz pra você desistir, a esperança sussurra para tentar mais uma vez. 1, 2, 3, na quarta já não dá mais. Apenas não dá para nadar, nadar, nadar e não chegar a lugar nenhum, ou pior, chegar em um lugar pior ao de origem. Sempre foi fácil nadar, sempre foi prazeroso, mas agora não é mais.
É agora que ela tinha que se decidir, ela tinha que saber se ia nadar com a ajuda de alguém ou ia simplesmente desistir e se afogar na imensidão do oceano desconhecido.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sem razões.


Ela bateu a porta do seu quarto com força, e se jogou na cama com sapatos de salto e tudo. Não se importava se o edredom dela iria manchar, ou se o teto pudesse desabar, ela queria mesmo é entender tudo que estava acontecendo. Era necessário entender, mas estava difícil, muito difícil.
Quando nos apaixonamos, tudo é uma maravilha, mas chega uma hora que as coisas não ficam tão bonitas assim, chega uma hora que as coisas desandam, que tudo fica mais complicado. E o pior de tudo, é que quando chega essa hora, ela não trás um motivo. É obscura, sombria e triste. Triste ao extremo.
Sim, ela estava triste ao extremo. Ela sentia que as coisas não estavam como eram antes. Ela sentia tudo isso, e sentia o amor se distanciando com ele. Ele, por sua vez, não queria se distanciar, mas não sabia o que fazer para se manter próximo. Eles eram como dois imãs que se repelem, e eles estavam lutando contra essa força para os distanciar. Mas estava difícil.
As batalhas não são facéis, nenhuma delas é. E não adianta dizer que são, porque não são. Principalmente quando a batalha é com o coração, com o coração de duas pessoas que um dia já se apaixonaram, já brincaram do jogo da conquista e chegaram onde estão hoje, na situação que estão.
Ela não sabia o que fazer, já tinha conversado com ele, mas não adiantou muito, eles não acharam uma resposta coerente. Ela queria chorar, mas as lágrimas pareciam que estavam intaladas na sua garganta formando um nó. Tudo que ela queria era um abraço dele nesse momento, mas sabia que isso não era possível. Talvez fosse até melhor não existir essa possibilidade, eles precisavam pensar, eles precisavam mudar.
E acima de tudo, precisavam provar um para o outro o quanto se amavam.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Onde estava o amor?

E então ela tinha os seus sentimentos ainda guardados no seu peito, mas eles estavam confusos, muito confusos. Talvez a fase da paixão já tivesse terminado, talvez era a hora de o amor entrar em ação, isso é, se ele existisse. Um dia se desentenderam, e com a sua impulsão, ela já achava que nada mais daria certo. Que ele não a amava mais, que aquelas três palavras mágicas que fizeram nascer milhões de borboletas em seu estômago, foram ditas em vão. Ela achava que ele podia ser feliz sem ela, e isso a corroía por dentro, e muito.
Ela nunca se achou nada demais, sempre achou ser aquela garota sem nenhum atrativo, e naquele momento que os seus sentimentos estavam confusos, ela chegou a pensar porque ele tinha se interessado por ela. Talvez ele tinha tentado, mas desistido com o tempo. Talvez ele não tivesse o amor dentro de si, só tivesse a paixão. Mas e agora, que a paixão havia terminado? O que ele faria na ausência do amor? Será que ele iria esquecer dos beijos, dos carinhos e das risadas, ou iria tentar achar o amor dentro do seu coração?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Incondicional.


Lucas estava folheando a sua agenda, e tentando memorizar os seus compromissos do dia seguinte. Eram muitos, e ele já estava cansado só de pensar na quantidade de lugares que teria que passar. A noite já tinha tomado lugar no céu, e a chuva caia com direito a trovões e raios. Os raios eram como flashes de uma camêra fotográfica e iluminavam a casa toda atravessando até as cortinas mais grossas e escuras. O barulho dos trovões estavam mais altos que o normal, e Lucas já estava começando a se assustar com a tesmpestade fora da sua casa.
Quase toda a sua vida ele morou com os seus pais e com a sua cadela, Jolie. Ela era de uma raça indefinida e tinha um amor imensurável por qualquer pessoa que a acariciasse. Faria 1 ano dali a umas semanas que ele tinha  embalado todas as suas coisas e se mudado para um apartamento na região serrana do Rio de Janeiro. Foi difícil, mas foi necessário. Seu sonho era crescer na sua profissão, de ser reconhecido, e ali estava uma oportunidade. 
Ele levantou-se e abriu uma fresta da cortina. A chuva estava mesmo muito forte. Da casa onde morava agora conseguia ver as árvores balançando pra lá e pra cá, e elas ameaçavam a cair a qualquer momento. Naquele final de semana, ele trouxe a sua cadela Jolie para passar uma estadia com ele. A saudade era muito grande, e dava nitidamente para perceber que ela também sentia a sua falta. Mas naquele momento em que a chuva caía, os raios eram fortes e os trovões muito altos, ela não parecia estar muito feliz. Estava aninhada no canto do sofá toda encolhida, tremendo e choramingando. Lucas saiu de perto da janela e foi acariciá-la. Ele deitou-se ao seu lado e ela se ajeitou até que os dois caíram no sono.
Pípí pípí pípí
O barulho constante e irritante fez Lucas e Jolie acordarem. Ele ainda grogue de sono, percebeu que a chuva só tinha aumentado de barulho, mas deu mais importância naquele momento de achar o barulho irritante e voltar a dormir. Era o seu celular apitando, uma nova mensagem. Ele piscou os olhos várias vezes para poder enxergar o que estava escrito. 
''Lucas, você está bem? Eu estava na internet e vi que a região perto da onde você mora está toda alagada e aconteceram vários deslizamentos de terra. Não consigo te ligar, me liga urgente. Cristiano.''
Lucas parou para pensar sobre a mensagem e dirigiu-se a janela que tava vista para a frente da sua casa, não tinha nada de anormal. Pensou ser mais uma brincadeira boba de seu irmão e voltou para o sofá aninhando Jolie ao seu lado. Segundos depois já estava dormindo novamente.
Vidro se quebrando, estacas de madeira lascando e choro foram os barulhos que Jolie escutava em seu sonho. Não, não era um sonho, era um pesadelo. E pior, um pesadelo real. Ela abriu os olhos e viu que estava sozinha no sofá. Olhou ao seu redor e viu uma janela da casa toda quebrada e quando olhou para cima, o teto estava desabando. Seus olhos procuravam por Lucas, mas seu corpo frágil e pequeno não se movia, ele tinha entrado em estado de choque. A única coisa que ela queria no momento era encontrar o seu dono fiel. Com muita força, conseguiu se levantar, mas era difícil manter o equilíbrio da maneira que o corpo dela tremia. Quarto, sala, cozinha, banheiro e nada dele. Ela vasculhou novamente todos os cômodos e nada. A casa estava bem diferente, tudo estava no chão, e a água já tinha tomado conta das suas patas e estava quase chegando ao seu corpo. A porta da casa estava aberta por um motivo desconhecido, e ainda com o objetivo de encontrar o seu dono, Jolie correu porta afora. 
A chuva do lado de fora era muito mais intensa, e em questão de segundos ela já estava encharcada. Os raios continuavam a iluminar o céu, e os trovões continuavam a fazer barulhos muito altos. Mesmo com a visão turva, ela continuava procurando na escuridão, e contava com a ajuda do seu olfato para isso. Mas estava complicado, o cheiro de barro era muito forte. Jolie podia ouvir a metros de distância choro de pessoas agoniadas. Ela queria ajuda-las, mas antes teria que encontrar o seu dono. O seu único dono. 
A noite parecia eterna, e a escuridão e a chuva não cessavam. Suas patinhas estavam sangrando porque pedaços de vidro era o que mais tinha no chão. Mas Jolie era forte mentalmente, ela teria que achá-lo. 
Jolie fungou o nariz e sentiu um cheiro familiar. Tentou seguir aquele cheiro, e cada vez mais ele parecia estar mais próximo. Depois de um longo tempo ela avistou um cabelo conhecido. Era ele, era o Lucas. Correu com todas as suas forças e chegou ao local onde ele estava. Jolie estava confusa, ela sabia que era o seu dono, mas ele parecia tão diferente. Estava deitado no chão, de barriga para cima, e seus olhos estavam abertos e vidrados. Suas mãos estavam diferentes, e o seu peito não se movia mais para cima e para baixo para ela tentar sincronizar sua respiração com a dele. 
A pobre cachorrinha estava pensando que aquilo só seria mais uma das suas inúmeras brincadeiras, dali uns minutos, ele levantaria todo alegre e a assustaria. Brincadeira de finge-de-morto. Ela adorava e demostrava isso com umas lambidas no rosto. Aninhou a sua cabeça perto do pescoço dele, e deu umas lambidas no seu rosto antes de deitar e fechar os olhos. 
Jolie sentiu um par de mãos pegar o seu corpo e levanta-la. Por um momento pensou que fosse Lucas que finalmente tinha dado um fim aquela brincadeira sem graça que estava durando mais tempo que o normal. Mas quando abriu os olhos, viu que era um outro homem que tinha um capacete na cabeça. Ele a deixou um pouco mais longe de Lucas, e ela não entendeu o porquê. O corpo ainda continuava na mesma posição, e Jolie estremeceu..
Os homens de capacete levaram o seu dono. Por alguma razão, deixaram Jolie ali. Ela pensou que Lucas a qualquer momento voltaria para buscá-la, afinal, ele a amava e já tinha dito isso várias vezes. E quem ama, não esquece. Ele não esqueceria dela, e ela tinha mais que certeza absoluta disso.
Provavelmente já se tinham passado vários dias desde que levaram Lucas. Jolie sabia disso porque a fome que ela sentia era tanto que ela não conseguia mais nem levantar. Os machucados da sua patinha estavam cada vez mais expostos e doíam muito, mas muito mesmo. Ela estava confusa, porque ele ainda não tinha voltado para pegá-la? Fechou os olhos novamente e desejou sentir as suas mãos acariciando o seu pelo.
Um homem de capacete a avistou e deu-lhe água e um pedaço de chocolate que trazia no bolso. Ela comeu em 2 segundos. Ele coçava a cabeça, um gesto que os humanos faziam quando não entendiam o que estava acontecendo muito bem. Pegou uma coisa pequena e preta dentro do bolso, levou essa coisa a orelha e começou a falar. O homem de capacete abaixou-se e acariciou a sua cabeça.
''Pobre cadelinha'' - ele murmurou.
Um tempo depois mais homens de capacete apareceram, e um deles espetou uma cruz marrom do lado da cachorrinha, e rezou uma oração. O mesmo homem que a tinha acariciado, perguntou se ela queria ir pra casa. Ela entendia essas palavras, entendia o seu significado. Mas ela não se mexeu. Apesar de querer ir pra casa, ela sabia que a casa que ele se referia não tinha o Lucas. 
Ela só iria pra casa nos braços do seu dono, o seu único e fiel dono. 
Os homens acariciaram Jolie mais uma vez, e foram se distanciando cada vez mais, deixando água e comida ao seu lado. 
A partir dali, ela não sabia o que deveria fazer. Só sentia que deveria esperá-lo voltar. Ele iria voltar, porque não voltaria? Sim, ela esperaria ele voltar. Ela esperaria a próxima vez que brincaria com ele novamente, mesmo que para isso acontecer ela tivesse que ir para o paraíso, Jolie iria.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Dose certa.

Sumir de vez em quando é bom, muito bom. Porque é só assim que você percebe quem realmente sente a sua falta, e quem sentir, com certeza irá atrás de você, não tenha dúvidas. Mas também não suma sempre, porque uma hora a pessoa cansa de te procurar, o amor cessa e então ela procura outra mais disponível. Seja o equilíbrio, seja a dose certa, surpreenda da melhor maneira. Porque esse é o jogo da vida, e você tem que aprender a jogá-lo, porque caso contrário... não sei. Sabe, as vezes é bom não seguir as regras, não fazer tudo que os outros dizem, porque quem mais pode saber o que é bom pra você a não ser você mesmo? Só você sabe o que deve ou não fazer. Mas também não desobeça as ordens sempre, seja o equilíbrio, a dose certa.
Cada um tem o seu jeito de viver, ache o seu. Mas sempre.... ah, você sabe como!

Tente, apenas tente.

Porque a vida tem que ser assim, cruel? Porque temos que perder quem mais amamos? Porque temos que chorar e se decepcionar? Porque temos que fazer as coisas se quisermos conquistá-las? Porque?
Eu não sei, você não sabe, provavelmente Ele também não sabe.
Será que não foi nós que fizemos isso acontecer? Será que não é tudo culpa nossa? Será que não deixamos as coisas sair do controle? Eu acho que sim. Ok, mais e agora? Eu te digo: e agora nada.
Você vai continuar vivendo a vida do jeito que ela é, cruel. Não acredito em quem diz que é feliz 24 horas por dia e 365 dias por ano, não acredito mesmo. Se isso for verdade, eu invejo muito essa pessoa. Não consigo estar feliz por 24 horas seguidas, imagina o ano inteiro ou então a vida inteira?
Pra mim é impossível de imaginar. Mas tente seguir essa meta. Apenas tente. Porque você vai morrer mesmo de um jeito ou de outro.
Se você não conseguir, um outro motivo surgirá pra fazer você abrir um sorriso!

Nada disso.

Cansei de me preocupar com as outras pessoas. Simplesmente cansei. Porque ninguém se preocupa com você da maneira que você se preocupa. Ninguém. É assim, você pensa que essa pessoa daria a vida dela por você, pensa que ela faria qualquer coisa pra estar ao seu lado, pensa que você era a coisa mais importante na vida dela, mas na verdade você não é nada disso.
Nada disso.

A cada lágrima derramada.

A cada lágrima derrumada um novo aprendizado. Nós só aprendemos da pior maneira, errando. Sim, e é com os erros que construímos os acertos. Mas não é tão simples assim, o caminho entre um e outro é longo e tenha certeza absoluta que é doloroso, muito doloroso.
É com as lágrimas que você lava a sua alma, o seu espírito. É com elas que você sabe em quem pode realmente confiar em todas as horas e momentos: em ninguém - exceto você. Não, você não leu errado, não podemos confiar em ninguém. Porque uma hora essa pessoa vai te decepcionar de tal forma que o máximo que você pode fazer vai ser chorar.
Nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Sinto-lhe informar.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Listen: If I die young


The Band Perry é banda americana de música country americana que é composta por três irmãos, Kimberly Perry, Reid Perry e Neil Perry. Eles lançaram dois super hits em 2009, e um deles é ''If I die young''. O trio não é muito reconhecido aqui no Brasil, mas tem músicas super animadas e com letras engraçadas, e algumas até meias complexas, eu diria.
Enjoy!

Apenas.


Procuro, procuro, procuro e nunca acho um manual de instruções de como sobreviver a vida. Talvez esse manual não exista. Talvez não, eu tenho certeza que ele nem sequer está em produção. Não há um jeito ''certo'' ou um jeito ''errado'' de viver a vida. Apenas há o jeito. Mas afinal, que jeito é esse? Ah, quando você conseguir a resposta dourada, pode gritar para o mundo inteiro porque eu tenho certeza que eles vão querer te ouvir. Sinto-lhe informar que eu acho que isso nunca vai acontecer. 
Nós nos acostumamos com a vida. Nos acostumamos com a rotina. Com as pessoas. Com as regras. Com todas as coisas. E quem não se acostuma simplesmente não vive nessa sociedade. Parece que essa sociedade individual, egocentrica e egoísta é a sociedade ideal. Mas não é. É a única que existe, é aquela que acostumamos.
Bleh, bleh, bleh. Viva e esqueça o resto. Esqueça os problemas por um momento. Esqueça a rotina, as regras, as pessoas e a sociedade. Apenas viva.

Superação.


Ninguém está completamente feliz. Ninguém. Que atire a primeira pedra quem dizer que é completamente feliz todos os momentos da vida. Quem nunca teve um dos dias que pensou em desistir de tudo? Pois eu respondo, todos nós já tivemos e vamos ter muito mais desses momentos ainda pela frente. A vida não é perfeita, ela não foi designada para isso. Ela foi feita para nos ensinar que se nós caírmos 1, 2 ou 3 vezes, vamos levantar. E depois disso, temos que levantar a cabeça e continuar a luta. A luta para a felicidade. Essa luta não é fácil, nunca ninguém disse que seria, e quem afirmar isso, com certeza tem uns parafusos soltos na cabeça. As vezes a felicidade que nós tanto lutamos não é possível conquistá-la. As vezes o guarda-chuva que temos é muito pequeno para a tempestade que está por vir. E quando isso acontecer, supere. Essa é a palavra chave: superação. Superar e continuar a viver. Porque só ganhamos uma vida, e mais nenhuma. Temos que faze-la valer a pena. Faça.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Eterno.


Eles eram jovens demais. Um amor que surgiu ali, no ápice da inocência. Um amor que foi crescendo, e que um dia atingiu aqueles dois frágeis corações. Almas gêmeas talvez. Mas o destino era forte demais, tinha algo reservado para eles. Algo não muito bom, infelizmente. Ou era bom, depende do ponto de vista.
Seu casamento seria dali 3 semanas. Os nervos estavam á flor da pele. Estavam felizes. Finalmente iriam se juntar. A noite estava escura demais, a chuva não parava de cair, ela estremecia a cada trovão que fazia barulho no céu. O caminho da casa dele até a sua casa não era muito longe, mas com a chuva, parecia que o tic tac do relógio não tocava. Ela sentiu um tremor percorrer a sua espinha quando viu um farol que machucou os seus olhos em sua direção. Tentou desviar o carro, mas a pista estava escorregadia demais. Vidro quebrado. O último barulho que ela ouviu na sua vida. Eu te amo, o último pensamento seu.
Ainda chovia anos depois. Ele ainda pensava nela. Ainda pensava como seria se ela estivesse ali do seu lado. Como seria se ele pudesse sentir o seu beijo naquele momento. Como seria ouvir a sua risada. Suas lágrimas se juntaram com a água da chuva que escorria pelo seu corpo. Ele não queria mais viver. Não sem ela. Não havia mais escolha, não havia mais opções. Não havia mais nada dentro dele além de culpa. Sim, ele se sentia culpado pela morte da única pessoa que ele foi capaz de amar. Na noite do acidente, ela tinha ido a casa dele com muita insistência de sua parte. Ela não queria, dizia que no outro dia ia lá, mas ele insistia, dizia que era importante. Ela foi e teve a melhor noite da sua vida. Flores, velas, laços, amassos, beijos e palavras carinhosas.
Ela entrou no seu carro com um sorriso de orelha a orelha, com o seu ego renovado, com o seu amor por ele só aumentando. Mas o destino não deu trégua, o acidente aconteceu. Ele não queria admitir que fora coisa do destino, ele se culpava porque se não tivesse insistido para ela ir a sua casa, ela ainda estaria ali - viva ao seu lado.
Engano dele. O destino é algo que ninguém conhece e que ninguém entende. É algo que quase ninguém concorda. Mas é algo que as pessoas esquecem que é essencial. Algo mais poderoso que todos, algo que ninguém pode fugir. Algo que devemos encarar.
Ele saiu da chuva. Já não sabia mais o que pensar. Decidiu viver até que o destino decidisse levá-lo. Mas ele rezava todas as noites, pra que quando chegasse o dia da sua partida, ele tivesse o direito de viver ao lado dela por toda a eternidade no paraíso.
Suas preces foram ouvidas.



Listen: The Band Perry - If I Die Young