sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sem razões.


Ela bateu a porta do seu quarto com força, e se jogou na cama com sapatos de salto e tudo. Não se importava se o edredom dela iria manchar, ou se o teto pudesse desabar, ela queria mesmo é entender tudo que estava acontecendo. Era necessário entender, mas estava difícil, muito difícil.
Quando nos apaixonamos, tudo é uma maravilha, mas chega uma hora que as coisas não ficam tão bonitas assim, chega uma hora que as coisas desandam, que tudo fica mais complicado. E o pior de tudo, é que quando chega essa hora, ela não trás um motivo. É obscura, sombria e triste. Triste ao extremo.
Sim, ela estava triste ao extremo. Ela sentia que as coisas não estavam como eram antes. Ela sentia tudo isso, e sentia o amor se distanciando com ele. Ele, por sua vez, não queria se distanciar, mas não sabia o que fazer para se manter próximo. Eles eram como dois imãs que se repelem, e eles estavam lutando contra essa força para os distanciar. Mas estava difícil.
As batalhas não são facéis, nenhuma delas é. E não adianta dizer que são, porque não são. Principalmente quando a batalha é com o coração, com o coração de duas pessoas que um dia já se apaixonaram, já brincaram do jogo da conquista e chegaram onde estão hoje, na situação que estão.
Ela não sabia o que fazer, já tinha conversado com ele, mas não adiantou muito, eles não acharam uma resposta coerente. Ela queria chorar, mas as lágrimas pareciam que estavam intaladas na sua garganta formando um nó. Tudo que ela queria era um abraço dele nesse momento, mas sabia que isso não era possível. Talvez fosse até melhor não existir essa possibilidade, eles precisavam pensar, eles precisavam mudar.
E acima de tudo, precisavam provar um para o outro o quanto se amavam.

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