quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Males dos males, há a saudade que te corrói.




Males dos males, há a saudade que te corrói, que está ali em tudo. Tudo que você vê em volta lembra aquela pessoa. Sim, aquela pessoa. Cuja pode te fazer feliz ou que te faz sofrer. Sinta saudades de quem te trás alegria, não de quem só te traz pesadelos. Sim, porque quem te trás pesadelos não merece o tempo que ocupa enquanto você está dormindo. Ocupe esse tempo com quem você ama; com quem você deseja estar a cada segundo do seu dia; com quem você daria a sua vida em troca; com quem você deseja beijar e nunca mais parar; com quem você deseja rir até seu estomago latejar de dor; com quem você deseja estar abraçada constantemente; com quem você deseja que essa pessoa seja feliz ao seu lado; com quem você sabe que te ama como você a ama.
Eu sinto saudades, você sente saudades, todos sentem saudades. Mas tem aquela saudade que te corrói, aquela saudade que não é apenas uma saudade, é algo mais, algo que nem você sabe explicar o que é. É como se você estivesse rodiado de pessoas, e se sentisse sozinha. Sim, sozinha porque aquela pessoa mais importante não está ali. E se ela estivesse, com certeza, tudo estaria diferente.
Triste mesmo é quando ninguém entende aquela saudade que você só você sente, e só você sabe o quanto dói. A única pessoa que entende é a mais importante, é ele.
E só tenho um pedido: I just wish you could be were with ME!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

I'm falling for you.
I just won't let you go.
I can't live without your LOVE!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pra mim, é o que basta: nós dois!

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Talvez esse momento nem dure para sempre. Talvez não, isso não durará para sempre. Nada é permanente. Mas bem que eu queria, eu queria que o nosso amor congelasse no tempo e continuasse a ser perfeito como ele é. Talvez até ele seja eterno. Quer dizer, eterno enquanto dure. Você não é eterno, eu não sou eterna. Mas o nosso amor pode sim, ser eterno. O amor é o mais forte dos sentimentos, ele faz e consegue tudo que quer. E eu consegui você. O maior prêmio que jamais pude ganhar. O prêmio mais belo, mais carinhoso, mais preocupado e o mais perfeito de todos. Perfeito vírgula. Porque nada é perfeito. Afinal se fosse, qual graça teria? Pois eu te digo, não teria nenhuma. E então, não é você. Porque você tem muita graça. Você é uma graça. A minha graça. A minha salvação. O meu tudo. O meu nada. O meu amor. 
Talvez eu eu não deveria me entregar dessa maneira, talvez deveria. Não sei. Estou seguindo o meu coração, e por enquanto, ele está apontando na sua direção.

Você e eu. Pra mim, é o que basta: nós dois!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Corações diferentes, batimentos iguais.

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Então era isso, tudo isso por você. Sem mais.
Por você que ela gastava todas as suas horas do dia pensando. Por você que ela pensava quando via horas gêmeas. Por você que ela vivia. Por você que ela ainda mantinha um sorriso no rosto. Por você, só por você. Mas, conciente ou não, você a disperdiçou.
Agora era por você que ela chorava todas as vezes que estava sozinha. Agora era por você que ela evitava olhar as horas, para não ter que cruzar com alguma hora gêmea. Agora era por você que ela mantinha os olhos cheios de lágrimas, e o coração despedaçado.
E foi assim, o amor veio, a invadiu, e você brincou. Apenas brincou com um coração e com um sentimento. Na verdade, o mais belo sentimento. Talvez esse sentimento nem mesmo exista, mas ela acreditava sim, no amor.
Sua mente sempre dizia para ela desistir, mas o seu coração não deixava. Ela acreditou em você.
E então, por alguma razão, você voltou para ela anos depois. Mas, anos depois ela já era outra. Completamente outra. Já estava casada, e grávida.
Quando ela te viu pela primeira vez, o seu coração falhou uma ou duas batidas. Depois retomou o fôlego pensando que o seu ou a sua filha também precisasse daquele oxigênio. Você ficou espantado com tudo aquilo. Ela, aquela garota de anos atrás, agora seria uma mãe. Aparetemente, estava feliz, completa e o mais importante, superada.
Vocês conversaram horas, sobre assuntos quaisquer. Mas tudo tinha mudado. Ela estava feliz, sim. Mas estava arrasada pelo fato de você ter demorado tanto tempo para perceber que vocês eram almas gêmeas, como aquelas horas que ela via a anos atrás. Talvez tudo não passou de destino. Talvez sim, talvez não. Mas agora era tarde de mais, você tinha a sua vida, e ela agora estava criando a dela.
Você sabia por quem o seu coração batia. E ela sabia também. Corações diferentes, batimentos iguais.

domingo, 24 de outubro de 2010

Eu, você e a Lua.

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Toda vez que eu olhar para a Lua, irei lembrar de você. Junto ou não, irei lembrar. É inevitável, me marcou demais. O brilho dela e o seu.

sábado, 9 de outubro de 2010

Lembre-se de mim.

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''Cuidado com o vento, lembre-se que você tem que voltar para mim''

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Minha fic na foforks = Lariza pirando.

Hoje, estava eu na internet normalmente, quando um twitti desperta a minha emoção: Foforks, fic número 54 ''clã das foforkianas''. Imediatamente lembrei-me de ter mandado uma fic com esse nome, e o meu coração já saiu em disparada. Cliquei no link indicado e BUM! A minha fic estava na FOFORKS! Deus, eu fiquei em êxtase. Na verdade, eu AINDA estou. Não sei da onde estou tirando forças para escrever tão tranquilamente. Depois de 54 foforfiks, a minha foi a última delas, no último horário, e olha que eu confesso que já não tinha mais esperanças, mas mesmo assim EU CONSEGUI *-*
Ok, estou animada demais para escrever coeretemente nesse blog, como eu sempre faço. Mais a minha alegria é tão, mais tão imensa que não dá para descrever.
Aqui vai o link da minha felicidade:  http://goo.gl/fb/SHyLe

Saudades.

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Como eu sinto saudades suas. Saudades inexplicáveis, sem sentido. Saudades que só eu e você sabemos o que é. Saudade que dói. Saudade que me tortura. Saudade gostosa que me faz te amar mais ainda. Saudade linda que faz que quando eu te veja, meus olhos brilhem de alegria. Saudades que são inévitaveis. Saudades que eu sei que são essênciais, pois se elas não existissem, o nosso amor já teria afundado em um barco de papel.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Fácil .vs. Díficil (Mensagem de Deus)

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Obs: Hoje a postagem vai ser meia diferente pois diferentemente de todos os outros textos, esse não é de minha autoria. Eu o recebi em uma rede social em forma de corrente, e admito que não sou do tipo que passo correntes, mas esse texto não tenha dúvidas que vale a pena ser lido até o final.
Obs 2: Peço que para quem leu até o final, deixe um comentário sobre o que acha sobre o assunto. Obrigada.

>> Por que é tão difícil dizer a
verdade e tão fácil mentir?
>> Por que temos tanto sono na igreja, mas
quando acaba o culto repentinamente estamos tão acordados?
>> Por que é
tão difícil falar de Deus e tão fácil dizer coisas sujas?
>> Por que é
tão chato ler uma revista cristã e tão divertido folhear uma com conteúdo
nojento?
>> Por que é tão fácil apagar mensagens de Deus e enviar
mensagens sujas?
>>
Por que as igrejas e templos se tornam cada vez
mais pequenas em
quantidade, enquanto os bares e discotecas crescem
tanto?

Se dá por vencido? Pensa se vai re-enviar esta mensagem ou se vai
apagá-la?
Lembre-se somente que Deus está te observando...

A RODA DA
ORAÇÃO
Vamos agora ver se o diabo pode pará-la!
Isto é o que a roda
significa. Quando receber esta mensagem, faça uma oração para a pessoa que te
enviou...

Isso é tudo o que tem que fazer. Não há atalhos. É muito
poderosa.

Não pare esta roda por favor...

De todos os presentes
que possamos receber, uma oração é o melhor.

>> Não custa nada e
traz recompensas maravilhosas. Deus te abençoe.

>> Que Deus te
guarde e te abençoe.

SE ESTA FRASE NÃO TE FIZER REFLETIR, NADA MAIS O
FARÁ...
Esta mensagem é verdadeira.
Espero
que seja tão abençoado como
eu fui ao ler a seguinte história e ainda
assim me pergunto quantas pessoas
vão apagá-la sem sequer lê-la, somente
por ver o título.

Um dia
Satanás e Jesus estavam conversando.
Satanás acabava de ir ao Jardim do Éden,
e estava fazendo graça e rindo, dizendo:

-
Sim senhor. Acabo de
apoderar do mundo, cheio de gente lá embaixo. Eu
armei a eles uma armadilha,
e usei uma isca que sabia que não poderiam
resistir. Caíram todos!

- O
que vai fazer com eles? Perguntou Jesus.

-
Ah, vou me divertir com
eles. Respondeu Satanás. Vou ensiná-los como se
casar e se divorciar, como
odiar e abusar um do outro, a beber e fumar,
e, é claro, os ensinarei a
inventar armas e bombas para que se destruam
entre si. Realmente vou me
divertir!

- E o que farás quando se cansar deles? - Perguntou
Jesus.

- Ah, os matarei. Disse Satanás com os olhos cheios de ódio e
orgulho.

- Quanto quer por eles? Perguntou Jesus.

- Ah, você não
quer essa gente. Eles não são bons. Porque os salvaria? Você os salva e eles te
odeiam.
Vão cuspir em seu rosto, vão te maldizer e te matarão. Você não quer
essa gente!

- Quanto? Perguntou novamente Jesus.

Satanás olhou
para Jesus e sarcasticamente respondeu:
- Todo o seu sangue, suas lágrimas e
sua vida.

Jesus Disse:
- FEITO!

E assim foi pago o
preço.

Notas:
>> Não é curioso o quanto é fácil depreciar a Deus
e logo perguntar-se porque o mundo está indo para o inferno?

>> Não
é curioso como alguém pode dizer 'Creio em Deus' e seguir a
Satanás?

>>
Não é curioso que enviem milhares de mensagens com
piadinhas pelo
e-mail, as quais se espalham como pólvora, mas quando começa a
enviar
mensagens que se referem ao Senhor, a gente pensa duas vezes antes
de
compartilhá-las?

>> Não é curioso que quando chega
o
momento de re-enviar esta mensagem, você a deixará de enviar a
muitas
das pessoas que estão registradas na sua lista de contatos, pois
não
está certo(a) do que vão pensar de você?

>> Não é curioso
como as pessoas podem estar mais preocupadas com o que os demais pensem deles do
que o que Deus pensa?

sábado, 2 de outubro de 2010

Seria felicidade?

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Ela estava sem palavras, literalmente. Só sabia que estava feliz. Estava feliz pelos dois, por ela e por ele. Na verdade, ela não entendia muito bem a sua felicidade. Estava feliz demais, sorridente demais. Esse sentimento de 'está tudo mais do que bem' raramente passava pela sua mente. Achou que tudo era um sonho, e num clichê, beliscou o seu braço e percebeu que tudo era real. Ela estava maravilhada com aquilo tudo, eram coisas tão simples, mas tão significantes.
Porque nada é mais poderoso que o amor. Nada. O amor tem poder de te fazer feliz, te fazer sair do seu ego e grudar um sorriso nos seus lábios. Mas o amor também tem o poder de te torturar, e lhe fazer sofrer até a última célula do seu corpo. O amor é invencível, porque ninguém tem controle sobre ele, ninguém. Nem o mais forte homem consegue escapar dele. A única coisa que podemos fazer, é ignorar o amor, mas sempre vai ficar aquele sensação, de que, bem lá no fundo, o amor ou te consome ou te faz feliz.
E ela estava feliz.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Além do compreensível

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O relógio marcava 11horas e 11 minutos. Marina aparentemente dormia tranquilamente, mas os seus sonhos não estavam tão tranquilos assim.
-Quem é você? - ela gritava freneticamente.
Nada se ouviu, apenas sentiu. Sentiu uma brisa forte e congelante ao seu redor, e essa brisa foi ficando cada vez mais forte até se tornar um mini-tornado ao seu redor. Marina estava desesperada, e tentou correr. Mas era como se suas pernas estivessem paralisadas. Ela olhou ao seu redor e percebeu que nunca estivera ali, e que aquele era o lugar mais escuro que ela já tinha visto. O mini-tornado estava a sufocando cada vez mais e mais.
-Por favor, - ela chorava - me deixe em paz.
Então o mini-tornado foi embora e ela suspirou aliviada. Mas o alivio não durou muito; Vários vultos começaram a caminhar na sua direção e ela tentou correr, mas novamente, não conseguiu. Aqueles vultos emitiam risadas ensurdecedoras que pareciam demoníacas.
Marina gritou com todas as suas forças e quando abriu os olhos, viu que estava no seu quarto. Quando olhou para o relógio de seu criado-mudo viu que ele marcava 11 horas e 11 minutos. Assustada, olhou por todos os cantos e aproveitou as horas gêmeas para fazer uma pedido, pediu que tudo aquilo não tivesse passado de um pesadelo. Mas ela estava enganada; Um vulto parou no batente da sua porta e emitiu aquela mesma risada ensurdecedora que parecia demoníaca.

sábado, 25 de setembro de 2010

Amor .vs. Ódio

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Era simples, antes eu a amava, agora eu a odiava. Simples? Podia ser tudo, menos simples. Eu não podia simplesmente vestir uma máscara e dizer que tudo fora perfeito, e que não deu certo e então, passou. Não, não era assim.
 Antes, eu a amava; Antes, tudo que ela gostava eu idolatrava; Antes, a sua voz era música para os meus ouvidos; Antes, as melhores horas do meu dia era quando eu pensava nela; Antes, ela parecia perfeita e feita para mim; Mas agora tudo mudou. Agora eu a odiava; Agora, tudo que ela gosta eu simplesmente não suporto; Agora, sua voz me dá calafrios de nervosismo; Agora, sempre que eu penso nela eu sinto repulsa.
O que ela fez comigo foi algo imperdoável, algo que eu acredito que jamais irei esquecer, e algo que eu não desejo a ninguém. O que era amor, virou ódio. Não sinto mais nada por ela, mas simplesmente pelo fato de lembrar das nossas conversas ao pé do ouvido, nossas risadas por coisas banais e dos nossos beijos, eu me lamento. Me lamento por talvez se eu tivesse mudado algo, eu ainda a teria nos braços e ela ainda seria minha. Mas a vida é injusta demais, o mundo conspira contra nós. E não é diferente comigo.
Agora ela não estava mais nos meus braços e eu me senti despedaçado. Senti como se uma parte de mim fosse arrancada, e essa não era a pior dor. A pior dor era lembrar que essa parte jamais pertenceria mais a mim. Era o nosso fim.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sonhos

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Ele sentou-se na areia da praia, e a chuva começava a cair sobre as suas costas. Ele não se importava. Fitando o mar agitado, pensou em seus sonhos. Pensou no sonho que ele acabara de deixar escapar. Não entendia muito bem o porquê que todas as energias ruins tinham uma espécie de imã com ele. Todo o tipo que coisas ruins eram atraídas para o seu cotidiano. E não fora diferente com o sonho que ele tinha acabado de descobrir que tinha sido destruído. Ele se negava a pensar no que tinha acontecido, pois se o fizesse, sabia que não conseguiria segurar as lágrimas e elas rolariam pelo seu rosto se misturando com a água da chuva que agora já o tinha exarcado.
Os sonhos  dele se assemelham a montanhas-russas, ora eles estão se realizando e ficam no topo da montanha; E ora eles resolvem não se realizar e é aí que a montanha-russa desaba e leva junto toda a sua auto-estima junto. Mas ele não via outra saída além de se lamentar. Achava que se as coisas não deram certo uma vez, nunca mais iriam se concertar. Mas ele estava errado;
Ele direcionou seus olhos para o lado esquerdo e viu uma pessoa caminhando em sua direção. O que ele não imaginava era que, quando essa pessoa se aproximasse, talvez ela seria a realização de seus sonhos.
A chuva diminuiu a sua intensidade, e um arco-íris se formou no horizonte emoldurando aquele dia que para ele estaria perdido.
E então a pessoa se aproximou e parou a sua frente. Por um instante ele pensou que a pessoa não seria a realização do sonho que ele tinha destruído, mas sim o recomeço dele.
                                                                                                             Lariza L.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Seu dilema.

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Ela se viu num dilema; Amar ou não amar. Para qualquer ser humano, a resposta seria amar. Mas não era assim tão simples. Sua mente não funcionava como as outras, pelo menos isso era o que ela pensava. Ela era diferente, tinha uma visão completamente diferente do mundo. Nunca acreditara no amor, e nunca achava que ia acreditar. Mas os acontecimentos estavam ali, frente-a-frente com os seus olhos, a verdade  discutindo com ela. Mas era difícil, áh se era difícil.
Como numa explosão de recordações, ela lembrou-se das suas decepções passadas. Só ela entendia que por mais que não sentisse nada por aquele alguém, ainda havia o ódio dentro de si, o ódio de pensar como ela fora idiota. Como acreditara num personagem, em uma pessoa que teoricamente não existia. É, ilusões. A vida é uma ilusão. Nunca ninguém está cem por cento realizado, essa é uma meta impossível. O motivo? Bem, já se passaram milênios e ninguém ainda descobriu.
Freneticamente ela começou a mexer os pés, como se aquilo adiantasse de algo. Não, não adiantava. A pessoa que estava á sua frente não era o príncipe encantado e nem o sapo, era apenas uma pessoa. Mas, aquela pessoa estava ali, e seu coração disparava quando a via. Não tinha ideia se era de felicidade, ou tristeza. Um sentimento desconhecido que cada hora caminhava em uma direção diferente.
Suspirou e tomou a sua decisão em relação á pessoa que estava a sua frente.

                                                                                                               Lariza L.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Lágrimas

Ela não podia acreditar que o que estava vendo era verdade; Não podia acreditar que alguém fosse capaz de machucá-la de tal maneira; Não conseguia acreditar que tamanha crueldade fosse bater na sua porta; Não conseguia acreditar que diferentemente dos seus sonhos de criança, o mundo não era perfeito;

Agora, ela não acreditava em mais nada. Não acreditava na sua vida; Não acredita em ninguém ao seu redor; Não acreditava nem mesmo em sua própria sombra.
A partir daquele momento, sentiu solidão. Sentiu como se estivesse sozinha no mundo; Sentiu como se pudesse perder a pessoa mais especial que tinha, a qualquer momento; Sentiu que a vida talvez, não valesse a pena. Sentiu que uma tragédia poderia ser cometida em segundos.
Seus olhos se enchiam de lágrimas todas as vezes que cogitava pensar no assunto. Era impossível superar aquela dor. Naquele momento, para ela, era impossível pensar em um novo começo. Em um começo feliz.
Felicidade para ela, agora era apenas mais uma palavra impressa no dicionário. Felicidade não existia. Quem dizia que era feliz, estava apenas vestindo uma capa de pessoa perfeita; Ela passou a pensar que era impossível encontrar a felicidade novamente.
Então, o que decidiu fazer, foi rezar. Entregou tudo nas mãos de Deus. Com todas as suas forças, rezou para que Deus realmente a ajudasse a superar tudo aquilo. E o seu final, ninguém sabe. Nem mesmo ela, nem mesmo Deus. Só o destino que poderá dizer. Até lá, muitas idas e vindas iriam acontecer.

                                                     Lariza L.

domingo, 22 de agosto de 2010

Ela

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E foi como um despertador tocando, ou como um estalar de dedos impacientes no seu ouvido. Tudo aconteceu tão insperávelmente que é dificil de acreditar naquelas palavras. Palavras que nunca deveriam ser ditas. Palavras que causaram um impacto de dor e ódio ao mesmo tempo. As nossas vidas se resumem a palavras, e por isso temos de escolhe-lás muito bem. Mas não foi o que essa pessoa fez. Ela simplesmente as disse. As disse como se não fossem nada demais, como se fosse algo natural, previsível. Praticamente impossível de acreditar que aquelas palavras formaram uma frase que jamais irá sair da minha cabeça. Porque tanta crueldade? Foi como se essa pessoa achasse que ninguém tem o direito de errar, que apenas ela está certa, e que o mundo deveria girar ao seu redor. E pior, quem contrariar, pagará. Foi como se Deus enviasse todo o sofrimento para o meu endereço. Ameaça, pra ser exata. Ameaças são feitas constantemente, mas o complicado, é quando você, lá no fundo, percebe que ela pode se transformar de ameaça em um fato. Nada mais cruel que aquelas palavras, nada. Nada tirará a dor que agora carrego no meu peito. Se algo acontecer, ou melhor, nada irá acontecer. Não sei mais o que pensar, nem oque dizer e muito menos o que fazer. A única certeza é que o perdão não existe, e nunca irá existir.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Vitória


O dia estava nublado e chuvoso. Para a maioria das pessoas, em um dia como esse, era dificil de receber alguma notícia boa. Mas Margareth não fazia parte dessa parcela da população. O que os seus olhos estavam enxergando naquele momento, era a coisa mais linda que ela já havia visto.

''Depois que descobriu a gravidez aos 16 anos de idade, a sua vida mudou completamente. Alguns de seus colegas passaram a olhá-la como algo nojento, repugnante. Sua mãe chorava todos os dias, e ficava com um terço na mão perguntando á Deus o porque justo a sua filha tinha de engravidar antes do tempo. Seu pai apenas guardou as emoções para si mesmo. Não chorou e nem gritou. A sua reação era balançar a cabeça negativamente toda a vez que seu olhar encontrava a sua ex-filha. Sim, ele passou a pensar que ela não era mais a sua filha, já que uma vez, tinha se envolvido sexualmente com o seu namorado - do qual ele não queria nem ver pintado de ouro. Da sua família, ninguém a apoiava. Então Margareth decidiu contar para o namorado sobre a gravidez. Quando ela o fez, surpreendentemente Tiago a tomou em seus braços, e a rodopiou no ar. Finalmente ela pôde suspirar aliviada. Agora sabia que poderia contar com pelo menos uma pessoa.''
Todas essas lembranças passaram-se em segundos na mente de Margareth. Finalmente ela havia chegado a conclusão de que todos os acontecimentos, bons ou ruins, serviram para que ela estivesse ali, sentada na cama do hospital com uma bebêzinha nos braços. A neném dormia tranquilamente enquanto a sua mãe a analisava da cabeça aos pés. Sua pele era branca como a da mãe, suas mãozinhas tão pequenas que pareciam que podiam quebrar a qualquer momento e, seu cabelo escuro. Margareth só ficou um pouco desapontada porque o seu maior desejo era ver os olhinhos da neném.
Uma porta se abriu, e passos apressados iam se aproximando cada vez mais. Era o Tiago, o pai da neném. No momento em que sua namorada, e sua filha entraram no seu campo de visão, ele teve que segurar as lágrimas. Depois de alguns instantes observando as duas, ele beijou a testa da Margareth, e perguntou-lhe se podia pegar a sua filha no colo. Ela assentiu, e entregou a neném nos seus braços.
-Minha garotinha linda - ele sussurou olhando para aquele rosto que agora se tornaria familiar.
Como se já conhecesse a voz de seu pai, lentamente a neném abriu seus delicados olhos. Os olhinhos dela eram grandes, castanhos e completamente cativantes.
-Vitória, esse é nome da nossa garotinha - Margareth exclamou - Vitória - ela repetiu com orgulho.
Uma lágrima escorreu pelo canto do olho de Tiago, e caiu no rosto da neném. Ele se apressou para limpá-la.
-Vitória - concordou ele.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Reencontro

Já era tarde e Karina ainda não havia decidido a sua roupa. Ela achava que a ocasião era especial demais para todas as roupas que ela tinha. Afinal, hoje iria reencontrar o seu namorado que finalmente havia terminado de cumprir o seu mandato no exército. Depois de um ano de muita saudade, finalmente o esperado dia tinha chegado. Karina, por sua vez, estava ansiosa como nunca. Ricardo também estava, mas como ele havia aprendido no exército, não deveria demostrar as suas emoções com tanta intensidade.
Depois de algumas horas, ela finalmente se decidiu. Vestiu um vestido preto, com sandálias vermelhas. Casual, ela pensou. Pela visão de qualquer outro homem, ela estava impecável, mas como todas as mulheres são iguais, ela encontrava defeito em tudo.
Ricardo derrotado pela ansiedade, já esperava Karina dentro do restaurante. Sua mente trabalhava a mil por hora. Ao mesmo tempo que pensava em várias coisas, ficava olhando ao seu redor tentando visualizar a mulher mais linda que já havia visto.
E finalmente, os olhares deles se encontraram. A emoção do momento foi mais que especial, foi inexplicável. Foi como se eles nunca tivessem se separado, e a saudade naquele momento, só seria extinta com um toque. Um toque para provar que eles realmente estavam ali. Era até dificil de acreditar, mas por fim, lágrimas escorreram pelo rosto de Karina e pelo rosto do Ricardo. Lágrimas quentes, que significavam alegria. Lágrimas que serviram para limpar as suas almas, e dar inicio á uma nova história juntos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Vivendo o irreal


E então ela achava que a sua vida caminhava em direção a perfeição. Que seus pais não brigavam mais, que o seu ficante morria de amores por ela, que seus amigos conspiravam para deixá-la feliz, e que finalmente havia achado o seu lugar no mundo. Mas aí, ela abriu os olhos e acordou. Acordou para a realidade. Percebeu que seus pais brigavam sim, e muito por sinal, percebeu que o seu ficante não morria de amores por ela. Percebeu também que seus amigos não estavavam conspirando para a sua felicidade. E pior, percebeu que não tinha encontrado o seu lugar no mundo. Tudo que havia vivido, fora um disfarçe, uma farsa. As máscaras finalmente cairam, e ela percebeu que foi tirada do seu conto de fadas e levada para a realidade. Todas essas infelizes descobertas, serviram para abalar o seu ego. Ela se lamentou, mas não deixou que isso a abalasse por muito tempo. Decidiu que iria respirar fundo e levantar a cabeça!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Na sombra


'' Ano novo, vida nova '' eu li essa frase em um outdoor á caminho da minha nova escola. Quando desci do carro que estava parado na porta do colégio, minhas pernas começaram a tremer de nervoso.

Como todos os anos, minha expectativa não era nenhuma das boas. Então, quando o sinal tocou e eu fui para a aula, as minhas hipóteses se confirmaram. As aulas eram chatas, barulhentas e sem-graça.
''Cada dia uma nova tortura'', essa era a minha frase coringa no momento em que um alguém desconhecido sacudiu meus ombros que estavam debruçados sob a carteira.
-Muito bem, mocinha. Pode ir dormir lá diretoria - o Sr. Adolfo que era careca e tinha uma barba branca estilo papai noel falou com uma voz firme.
Ótimo, até meio minuto atrás eu até tinha esperança de que um menino iria me acordar carinhosamente e não um professor velho e careca.
Fui até a sala da diretora Vânia, e fui obrigada a assinar um livro com uma capa preta que tentava provocar medo nas pessoas, mas isso não funcionou comigo. Ela me disse para eu ir para o pátio esperar a minha mãe porque eu estava suspensa. Mais que drama, eu tiro um cochilo e sou suspensa no primeiro dia de aula?
Sentei-me na sombra do ipê amarelo todo florido que se destacava no canto do pátio, e fiquei pensando em alguma bobagem insignificativa.
- Até você suspensa?
A voz fez os meus olhos levantarem e encontrarem um rapaz de cabelos negros ajeitados com gel e olhos cor de safira que se penetravam nos meus.
- É, parece que não sou a única - eu disse ainda sentindo o efeito colateral de energia que ele me provocou.
- Ahn .. Erik - ele disse seu nome mordendo os lábios que seguravam uma gargalhada.
- Vanessa - eu me apresentei sorrindo.
Sem cerimônia, ele se juntou a sombra do ipê, e se sentou ao meu lado. Naquele momento, eu desejei que minha mãe ficasse presa no trânsito por um bom tempo.
Eu já estava abrindo a boca pra falar quando o tio do portão fez um gesto me chamando.
-Ai, droga - meu pensamento saiu em voz alta.
Com um sorriso meio tristonho, o Erik soltou um: ''até amanhã''.
No dia seguinte eu estava batendo o pé ansiosa esperando o sinal do intervalo tocar, e nesses instantes só conseguia me recordar na química que tinha rolado entre nós no dia anterior.
No intervalo não foi dificil encontrá-lo, e como quase de costume, nos sentamos em baixo do ipê amarelo e ficamos falando bobagens legais de adolescentes.
Semanas a fora, os intervalos na escola eu sempre passava com ele, e ele comigo. E aquilo me fazia muito, muito, mas muito feliz.
Eu estava o esperando já sentada, até que o Erik chegou e sentou ao meu lado ajeitando os cabelos. Pela primeira vez, eu tive a impressão que o coração dele se enchia de alegria como o meu, mas desta vez era uma como se fosse um sentimento mais intenso.
Ele não disse nada, e levou suas mãos sedosas no meu rosto, e o acariciou. Ele sussurou algo que dizia que eu era muito importante para ele, mais eu estava tão hipnotizada que não pude dizer o mesmo.
Nossos lábios se tocaram e nos beijamos intensamente. Quando acabamos, quase que automaticamente nos levantamos, e eu entrelaçei os meus dedos nos deles e saímos andando da sombra do ipê.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Noites estreladas.

Respirei fundo, criei coragem e saí do carro que estava quase colado no chão de tantas malas que ele carregava. O hotel azul, com uma altura incontável, crianças se divertindo, e funcionários treinados. Para uma pessoa de primeira viagem, aquele lugar parecia quase perfeito para passar as férias. Mas como eu não era marinheira de primeira viagem, sabia que tudo aquilo seria a mesma coisa chata de todos os anos. Eu digo, literalmente todos os anos da minha vida, que venho passar as férias naquele hotel de luxo que me irritava tanto.
A minha irmã Caroline, bateu no meu ombro e gritou: Patriiiicia! Todo esse escândalo para eu acordar das minhas lamentações.Não respondi nada a ela, e fui direto ao meu quarto, que graças a Deus, tinha mudado a decoração.
O sol se pôs, e a noite caiu com uma lua cheia e estrelas iluminando o céu. Já era tarde, e todos no quarto estavam dormindo já dominados pelo cansaço. Eu não me rendi, sai do quarto e fui andar no jardim botânico iluminado ainda com luzes natalinas.
Deitei-me na grama e fiquei admirando a noite. Ouvi uma música de fundo suave e linda. Fiquei curiosa, me levantei e segui a melodia.
Sentado sob uma toalha branca, de pernas cruzadas e com um violão preto que parecia ter acabado de ser polido, estava um rapaz com cabelos loiros bagunçados.
- Oi – eu disse sorrindo cautelosa.
Ele arregalou os olhos surpresos e me retribuiu um oi seguido de um sorriso com fileiras perfeitas de dentes branquíssimos.
Quando eu sentei-me ao seu lado, uma corrente elétrica de alegria arrepiou o meu corpo inteiro. O rapaz continuou a tocar aquela melodia de minutos atrás.
Passamos a noite conversando. Ele se chamava Roberto, tinha 17 anos e estava naquele hotel obrigado pelos pais, assim como eu.
No dia seguinte, passei o dia ansiosa, contando os segundos para anoitecer.Sim, ele estava lá, no mesmo lugar, mais sem o violão. Estranhei. Ele explicou que queria somente conversar comigo.
Todas as noites seguintes eu me encontrava com ele. Rob era como um amigo de infância. Mas, tanto eu quanto ele, sabíamos que sentíamos mais que amizade um pelo outro.
A semana se passou, e era véspera da minha partida. Pela 1ª vez, eu não queria ir embora, tinha medo que a minha quase amizade colorida acabasse.
A noite caiu, e fui me despedir. Rob estava de cabeça baixa e batendo o pé ansiosamente. Eu cheguei mais perto, segurei a sua cabeça com as minhas mãos e a ergui:
- Não fica assim. – eu disse triste.
Ele se aproximou mais e mais, e com seus lábios irresistíveis, beijou-me.
Meu Deus, que verão maluco tinha sido aquele?
Lembrei-me de tudo isso, só que o ding-dom da campainha me despertou das recordações mágicas com ele.
Corri e abri a porta. Era o florista, ele me entregou um buquê de rosas vermelhas com o seguinte bilhete:
“ Cuide de meu coração, ele está com você, Rob ’’.