quarta-feira, 22 de junho de 2016

Maluca


Depois de eu ter achado aquelas fotos e ter ido de contar, achei hoje de novo, baixando as fotos do orkut.
E estou ouvindo uma música boa e tão feliz por finalmente ter um sentimento bom quanto a essas fotos.
Pensando como seria bom aquele cigarro com você. Mas com medo de você me achar maluca, é claro.
E são 5 da manhã e ainda não dormi. A 'maluquisse' não é a toa.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Olhos azuis



Sei que um dia vou reencontrar esses olhos azuis.
O que eu vou sentir, eu não sei. O que você vai sentir, eu também não sei. A gente não tem que sentir nada na verdade.
Não falo de um reencontro romântico. Falo de ir tomar um açaí mesmo (agora eu gosto, sabia?). Ou comer um pastel na feira. Ou ir dar uma volta no Unimart, igual a gente fazia depois de simulado da escola. E onde temos aquela foto, sabe? Ou irmos no pico da cabras fumar como a gente comentou.

O que eu sei é que hoje eu fico feliz com esses olhos azuis. E eu sei que você também fica feliz com os meus olhos pretos.

Passaram-se os anos, cinco anos, a gente cresceu. A gente conheceu outras pessoas e vamos conhecer muitas mais. Não preciso mais e não acho mais que preciso estar com você, e só você, para sentir que você é meu, porque você não precisa ser.

Você é meu alguma coisa. Amigo, ex (?), conhecido. É algo. E estou feliz com esse algo.

Achei uma foto nossa no meu aniversário de 15 anos. Que bom que você foi. Mesmo eu sendo chata e querendo te cobrar mil coisas sem sentido. Pelo menos você era mais maduro que eu, mas você sabia que eu não fazia na maldade. Talvez seja por isso que você foi.

Há um mês atrás ou dois te mostrei essas fotos que eu achei. E você com sua memória péssima lembrou de coisas que eu nem lembrava. E eu com minha memória péssima (não tanto quanto a sua) me lembro de muita coisa nossa, também. E guardo com carinho. Estou feliz com elas guardadas aqui. É um sentimento bom.

Queria que você lesse isso mas sei o quão creepy isso poderia parecer. Então, sei que nunca vai encontrar esse blog, por mais que eu tenha te mostrado na época que criei. Sua memória mesmo se lembrando de bizarrices de muitos anos atrás, não é obrigada a lembrar disso, eu provavelmente não me lembraria. Até porque o nome do blog não é memorável e até porque a vida não é uma comédia romântica e eu já entendi isso.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

I'm Fine


Quatros anos se passaram desde minha última postagem. Quatro anos. Lembrei-me desse blog nem sei o porquê. Sei que agora que li algumas postagens, minha vontade é de chorar. De tristeza, não de alegria como eu esperava que fosse.
Mudei muito e, ao mesmo tempo, nada. Achei que tivesse mudado tanto, que agora estaria vivendo plena e totalmente minha vida como eu queria, mas, no fundo, é tudo uma ilusão.
Consegui sair da casa dos meus pais, que era o que eu mais queria nos meus 17 anos, e sai. Achei que ter toda a liberdade do mundo era a única coisa que eu precisava para ser feliz. Ah, que doce engano. Hoje me vejo trancada em casa o dia todo odiando minha faculdade, me sentindo sem amigos e me perguntando porque estou longe da minha família.
Sempre que volto para minha cidade, não me sinto mais parte dela. Sinto que não há mais espaço para mim no mundo. Ninguém realmente se importa comigo.
Estou confusa. Escrever tem sido uma tarefa difícil. Tudo que eu faço no meu dia é uma tarefa difícil. Não tenho vontade de sair de casa para nada. Ir almoçar, ir no shopping, ir fotografar, ir para faculdade, tudo é um sacrifício. Me pergunto porque isso está acontecendo comigo. A Lariza criança não se orgulharia disso.
Passo o dia navegando de uma rede social para outra. Clica aqui, clica ali. E aí entre isso faço um pouco do que tenho que fazer. Depois volto para as redes sociais. Me sinto enraizada nesse apartamento de merda. Esse quarto gigantesco mas tão vazio. Essa vista infernal para outros prédios. A distância com qualquer contato humano notável. A faculdade que é uma bosta. As pessoas todas politicamente corretas que se importam muito com o mundo.... quer dizer, com elas mesmas. Ninguém está afim de escutar o problema do outro. Se escuta, é por obrigação de ''cumprir'' seu papel como amigo.
''They're too busy with their own problems''.

Sinto falta da minha adolescência. Quando eu vivia tudo intensamente. Se estava brava, explanava isso e sentia isso. Se estava feliz, a mesma coisa. Agora, não. Ninguém quer saber se estou brava, feliz, triste, magoada ou incomodada. Podem até dizer que querem, mas, eu sei que no fundo, ninguém se importa.

Minha vontade é só de chorar até tudo isso um dia, quem sabe, passar.
Meus pais não me entendem. Eu não os entendo.
Meu namorado não me entende. Ele tenta.
Meus amigos não se importam em me entender. Eu nem tenho mais amigos.

Eu moro sozinha. Eu trabalho agora. Eu sou quase-adulta. Compro tudo que eu quero com meu dinheiro (quase tudo). Eu saio e volto a hora que quiser sem ter de falar para ninguém. Ninguém se importa se estou na porra da rua, da faculdade ou da minha casa.
E eu não sei porque eu quero que as pessoas se importem. Eu não sei se é isso que eu quero. Eu não sei.

Achei que quando eu morasse sozinha, tivesse meu emprego, tivesse um namorado que pudesse dormir comigo, morasse num apartamento na frente da praia e ouvisse o barulho do mar quando fosse dormir, eu estaria completa. Quanta ingenuidade.

Eu sempre soube no fundo que essa história de estar completa não existe. Mas, ao menos, antes eu conseguia lidar com isso.
Agora, não consigo lidar mais.
Não me sinto viva.
Não me sinto importante.

Ele me ama. Eu não sei se o amo como deveria.
Não sei se eu duvido disso porque não estou bem comigo mesma.
Ele tem 28 anos e eu nem fiz 20 ainda. Isso nunca me incomodou. Mas, pensar nisso, incomoda.
Ele é parado. Eu gosto de ser agitada. Eu fiquei parada. Não é culpa dele. É?

Queria sentir tudo intensamente quanto eu sentia quando era adolescente. Queria amar intensamente. Queria chorar intensamente. Queria achar que o mundo vai acabar porque ele não quis sair comigo. Queria gritar de alegria quando ele me mandasse um ''eu te amo''. Queria me achar super realizada porque eu consegui comprar aquele sapato sem o dinheiro dos meus pais. Queria ir ver meus pais e ficar muito feliz ou muito puta.
Queria que alguém soubesse o que estou sentindo e me dissesse o que é isso.

Esses dias encontrei um pendrive com todas as fotos antigas que eu tinha minha e do rapaz para o qual eu escrevi nesse blog boa parte da atividade dele.
Chamei-o no facebook. Foi ótimo e foi uma merda. Passaram-se 6 anos. Seis anos. Seis anos que você se relacionou com uma pessoa que era tudo para você e que hoje em dia vocês não se veem há o que, 3 anos?

Esses dias conversei com meu ex no whattsapp. Depois de muito tempo brigados. Achei que pudéssemos ser amigos, até que, obviamente, ele escolheu não falar mais comigo por conta da namorada.

Esses dias mandei mensagem para aquela menina depois de a encontrar no shopping depois de um ano. Ela visualizou. Não respondeu.

Eu achava que tinha 2 grandes amigos. Mas, aí, começo a achar que a amizade deles comigo se baseia no interesse do ''pombo correio'' que torno a ser da relação conturbada deles que ninguém além de mim realmente se importa e dispõe de tempo para escutar.

Eu tinha muito dinheiro para comprar um conjunto de roupa que eu quisesse no shopping. Nenhuma roupa me agradou.

Meu aniversário é daqui menos de 1 semana e eu não tenho nada planejado que realmente queira fazer além de almoçar no Outback com uma pessoa que eu não sei se quero passar o meu aniversário inteiro com ela porque não a mereço. Não estou bem comigo mesma, muito menos para passar o meu dia agradando os outros, sorrindo para não perguntarem o que está acontecendo, ou, aceitando que eu estou mal e apenas olhando para mim com cara de dó e não sabendo me fazer sentir especial nessa porra de dia que dou tanta importância.

Mas eu estou bem. Se você me ver, vou sorrir para você como se eu estivesse tendo um ótimo dia.





quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Voltei a escrever

Tenho olhado para esta caixa de texto em branco por mais de 1 ano. De lá para cá as coisas mudaram muito e diga-se de passagem que foram para melhor. Mas mudanças me causam medo, acho que não consegui escrever mais uma história sequer até hoje por medo. Nem redações mais eu consigo escrever.
O fato é que criei este blog como uma maneira de expor o que eu estava sentindo, o que na maioria das vezes era tristeza, e também publicar umas histórias que eu escrevia. Então decidi mudar. Decidi que viver triste não é legal, apenas é clichê. Clarice Lispector e Caio Fernando de Abreu. Grandes ídolos, porém não quero mais ser como eles. Legal não são só os textos tristes, as imagens tristes, as frases de amor não resolvido e, sim, legal são os textos felizes, as imagens felizes e as frases de amor felizes.
Mas espera.  Frases de amor felizes? Isso não me soava estranho? Amor e felicidade? Sim, soava. Eu acreditava que amor e felicidade eram coisas totalmente opostas, como norte e sul, nunca podendo se encontrar. Mas durante esse 1 ano cheguei a conclusão que amor e felicidade são coisas opostas como norte e sul mesmo, mas esse norte e sul sempre se encontra, e eu consegui com que eles se encontrassem.
Sim, eu o encontrei. Encontrei uma maneira de unir o norte e sul em um centro só. E essa descoberta foi totalmente desproposital. Como em mais de 60 postagens que fiz neste blog, 90% delas diziam que eu nunca seria feliz sem aquele tal alguém, e eu sou feliz sem esse tal alguém.
Essa felicidade eu encontrei em outra pessoa, encontrei no Lucas e em mim mesma. Descobri e entendi de uma vez por todas que você tem que ser feliz com quem você é primeiro para depois fazer as outras pessoas felizes também. Este não é mais um texto sobre o mesmo assunto dos meus outros. Este é um texto que eu achei que nunca conseguiria escrever. Não é um texto de superação, tampouco de ''voltei a vida''. É um texto dizendo que eu voltei.
Sim, eu voltei. Voltei a escrever. Confesso que perdi quase totalmente (lê-se totalmente) a prática de escrever, a prática de me inspirar e transmitir para o papel. Mas irei recuperar isso, porque isso é a minha essência.
E, essência por essência, eu finalmente encontrei a minha.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lua.


                                                                 16.05.2011

domingo, 15 de maio de 2011

Sarah McLachlan - Angel



Passa todo seu tempo esperando
Por aquela segunda chance,
Por uma oportunidade que deixaria tudo bem
Sempre há um motivo
Para não se sentir bem o suficiente.
E é difícil no fim do dia,
Eu preciso de alguma distração.
Oh, belo descanso
A lembrança vaza das minhas veias...
Deixe-me ficar vazia
E sem peso e talvez
Eu encontrarei alguma paz esta noite.

Nos braços de um anjo,
Voar para longe daqui,

Deste escuro e frio quarto de hotel
E da imensidão que você sente.
Você é arrancado das ruínas
De seu devaneio silencioso.
Você está nos braços de um anjo,
Talvez você encontre algum conforto lá
Tão cansado de andar na linha,
E para todo lugar que você se vira
Há abutres e ladrões nas suas costas,
E a tempestade continua se retorcendo.
Você continua construindo as mentiras
Que você inventa por causa de tudo que você não tem
Não faz nenhuma diferença
Escapar uma última vez.
É mais fácil acreditar nesta doce loucura, oh
Esta gloriosa tristeza que me deixa de joelhos

Nos braços de um anjo,
Voar para longe daqui..

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Lady Antebellum - Can't take my eyes off you

Eu sei que as pontes que eu queimei
No caminho
Deixaram-me com essas paredes e essas cicatrizes
Que não querem sair
E me abrir sempre foi a parte mais difícil
Até você chegar

Então deite-se aqui ao meu lado, abrace-me e não solte
Esse sentimento que estou sentindo 
é uma sensação que eu não conhecia
E simplesmente não consigo tirar os olhos de você
E simplesmente não consigo tirar os olhos de você

Adoro quando você diz que eu sou linda
Quando acabo de acordar
E eu amo como você me provoca quando eu estou de mau humor
Mas nunca é demais
Estou me apaixonando rápido mas a verdade é 
Que não estou com medo
Você quebrou minhas paredes

De você
De você