quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Além do compreensível

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O relógio marcava 11horas e 11 minutos. Marina aparentemente dormia tranquilamente, mas os seus sonhos não estavam tão tranquilos assim.
-Quem é você? - ela gritava freneticamente.
Nada se ouviu, apenas sentiu. Sentiu uma brisa forte e congelante ao seu redor, e essa brisa foi ficando cada vez mais forte até se tornar um mini-tornado ao seu redor. Marina estava desesperada, e tentou correr. Mas era como se suas pernas estivessem paralisadas. Ela olhou ao seu redor e percebeu que nunca estivera ali, e que aquele era o lugar mais escuro que ela já tinha visto. O mini-tornado estava a sufocando cada vez mais e mais.
-Por favor, - ela chorava - me deixe em paz.
Então o mini-tornado foi embora e ela suspirou aliviada. Mas o alivio não durou muito; Vários vultos começaram a caminhar na sua direção e ela tentou correr, mas novamente, não conseguiu. Aqueles vultos emitiam risadas ensurdecedoras que pareciam demoníacas.
Marina gritou com todas as suas forças e quando abriu os olhos, viu que estava no seu quarto. Quando olhou para o relógio de seu criado-mudo viu que ele marcava 11 horas e 11 minutos. Assustada, olhou por todos os cantos e aproveitou as horas gêmeas para fazer uma pedido, pediu que tudo aquilo não tivesse passado de um pesadelo. Mas ela estava enganada; Um vulto parou no batente da sua porta e emitiu aquela mesma risada ensurdecedora que parecia demoníaca.

sábado, 25 de setembro de 2010

Amor .vs. Ódio

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Era simples, antes eu a amava, agora eu a odiava. Simples? Podia ser tudo, menos simples. Eu não podia simplesmente vestir uma máscara e dizer que tudo fora perfeito, e que não deu certo e então, passou. Não, não era assim.
 Antes, eu a amava; Antes, tudo que ela gostava eu idolatrava; Antes, a sua voz era música para os meus ouvidos; Antes, as melhores horas do meu dia era quando eu pensava nela; Antes, ela parecia perfeita e feita para mim; Mas agora tudo mudou. Agora eu a odiava; Agora, tudo que ela gosta eu simplesmente não suporto; Agora, sua voz me dá calafrios de nervosismo; Agora, sempre que eu penso nela eu sinto repulsa.
O que ela fez comigo foi algo imperdoável, algo que eu acredito que jamais irei esquecer, e algo que eu não desejo a ninguém. O que era amor, virou ódio. Não sinto mais nada por ela, mas simplesmente pelo fato de lembrar das nossas conversas ao pé do ouvido, nossas risadas por coisas banais e dos nossos beijos, eu me lamento. Me lamento por talvez se eu tivesse mudado algo, eu ainda a teria nos braços e ela ainda seria minha. Mas a vida é injusta demais, o mundo conspira contra nós. E não é diferente comigo.
Agora ela não estava mais nos meus braços e eu me senti despedaçado. Senti como se uma parte de mim fosse arrancada, e essa não era a pior dor. A pior dor era lembrar que essa parte jamais pertenceria mais a mim. Era o nosso fim.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sonhos

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Ele sentou-se na areia da praia, e a chuva começava a cair sobre as suas costas. Ele não se importava. Fitando o mar agitado, pensou em seus sonhos. Pensou no sonho que ele acabara de deixar escapar. Não entendia muito bem o porquê que todas as energias ruins tinham uma espécie de imã com ele. Todo o tipo que coisas ruins eram atraídas para o seu cotidiano. E não fora diferente com o sonho que ele tinha acabado de descobrir que tinha sido destruído. Ele se negava a pensar no que tinha acontecido, pois se o fizesse, sabia que não conseguiria segurar as lágrimas e elas rolariam pelo seu rosto se misturando com a água da chuva que agora já o tinha exarcado.
Os sonhos  dele se assemelham a montanhas-russas, ora eles estão se realizando e ficam no topo da montanha; E ora eles resolvem não se realizar e é aí que a montanha-russa desaba e leva junto toda a sua auto-estima junto. Mas ele não via outra saída além de se lamentar. Achava que se as coisas não deram certo uma vez, nunca mais iriam se concertar. Mas ele estava errado;
Ele direcionou seus olhos para o lado esquerdo e viu uma pessoa caminhando em sua direção. O que ele não imaginava era que, quando essa pessoa se aproximasse, talvez ela seria a realização de seus sonhos.
A chuva diminuiu a sua intensidade, e um arco-íris se formou no horizonte emoldurando aquele dia que para ele estaria perdido.
E então a pessoa se aproximou e parou a sua frente. Por um instante ele pensou que a pessoa não seria a realização do sonho que ele tinha destruído, mas sim o recomeço dele.
                                                                                                             Lariza L.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Seu dilema.

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Ela se viu num dilema; Amar ou não amar. Para qualquer ser humano, a resposta seria amar. Mas não era assim tão simples. Sua mente não funcionava como as outras, pelo menos isso era o que ela pensava. Ela era diferente, tinha uma visão completamente diferente do mundo. Nunca acreditara no amor, e nunca achava que ia acreditar. Mas os acontecimentos estavam ali, frente-a-frente com os seus olhos, a verdade  discutindo com ela. Mas era difícil, áh se era difícil.
Como numa explosão de recordações, ela lembrou-se das suas decepções passadas. Só ela entendia que por mais que não sentisse nada por aquele alguém, ainda havia o ódio dentro de si, o ódio de pensar como ela fora idiota. Como acreditara num personagem, em uma pessoa que teoricamente não existia. É, ilusões. A vida é uma ilusão. Nunca ninguém está cem por cento realizado, essa é uma meta impossível. O motivo? Bem, já se passaram milênios e ninguém ainda descobriu.
Freneticamente ela começou a mexer os pés, como se aquilo adiantasse de algo. Não, não adiantava. A pessoa que estava á sua frente não era o príncipe encantado e nem o sapo, era apenas uma pessoa. Mas, aquela pessoa estava ali, e seu coração disparava quando a via. Não tinha ideia se era de felicidade, ou tristeza. Um sentimento desconhecido que cada hora caminhava em uma direção diferente.
Suspirou e tomou a sua decisão em relação á pessoa que estava a sua frente.

                                                                                                               Lariza L.