
Ele sentou-se na areia da praia, e a chuva começava a cair sobre as suas costas. Ele não se importava. Fitando o mar agitado, pensou em seus sonhos. Pensou no sonho que ele acabara de deixar escapar. Não entendia muito bem o porquê que todas as energias ruins tinham uma espécie de imã com ele. Todo o tipo que coisas ruins eram atraídas para o seu cotidiano. E não fora diferente com o sonho que ele tinha acabado de descobrir que tinha sido destruído. Ele se negava a pensar no que tinha acontecido, pois se o fizesse, sabia que não conseguiria segurar as lágrimas e elas rolariam pelo seu rosto se misturando com a água da chuva que agora já o tinha exarcado.
Os sonhos dele se assemelham a montanhas-russas, ora eles estão se realizando e ficam no topo da montanha; E ora eles resolvem não se realizar e é aí que a montanha-russa desaba e leva junto toda a sua auto-estima junto. Mas ele não via outra saída além de se lamentar. Achava que se as coisas não deram certo uma vez, nunca mais iriam se concertar. Mas ele estava errado;
Ele direcionou seus olhos para o lado esquerdo e viu uma pessoa caminhando em sua direção. O que ele não imaginava era que, quando essa pessoa se aproximasse, talvez ela seria a realização de seus sonhos.
A chuva diminuiu a sua intensidade, e um arco-íris se formou no horizonte emoldurando aquele dia que para ele estaria perdido.
E então a pessoa se aproximou e parou a sua frente. Por um instante ele pensou que a pessoa não seria a realização do sonho que ele tinha destruído, mas sim o recomeço dele.
Lariza L.
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