Tiro inspiração de cada mínimo detalhe que aos olhos desligados podem passar despercebidos.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Último.
Ela estava perdida sem ele, completa e totalmente perdida. A única coisa que queria dele era um abraço e poder ouvir a sua voz mais uma vez. Mas ela simplesmente não conseguia isso, ele não queria isso - aparentemente - e ela não tinha uma bola de cristal para descobrir. Um abraço, um simples abraço, podia até ser um último abraço, mas queria somente mais um abraço, dos apertados. E depois do abraço, ouvir a sua voz novamente, mesmo que fosse um adeus. Mesmo que fosse um adeus. E mesmo que fosse um abraço de despedida, um último abraço. E, um último beijo, mesmo que fosse na bochecha. Mesmo que fosse na bochecha. Mas, isso só acontecera nos seus mais insanos sonhos enquanto dormia. Ela não queria acreditar nessa realidade, não conseguia, não tinha ouvido um adeus saindo dos lábios dele, aquele lábios que a beijaram por tanto tempo, que disseram as palavras mais carinhosas já ouvidas por ela. Ela não conseguia acreditar, simplesmente não conseguia, para ela ainda era um assunto mal resolvido, mas, para ele, não. Estava mais que resolvido, estava bem assim, bem melhor assim.
Nela ainda existiam as borboletas que dançavam no seu estômago quando elogiava ele para alguém, ou ouvia algum elogio dele. Ainda existia o mais puro sentimento, ainda existia o amor, ainda existia a vontade de estar junto a ele, ainda existia a vontade de beijá-lo, ainda existia.
Ele não era do tipo que demonstrava o que sentia, e nem sempre essa era a melhor saída, porém era assim que funcionava.
O seu desejo era de um dia, num futuro próximo, ouvir dele o que ele realmente sente, as suas vontades, os seus motivos. E, independente das palavras dele, ela ainda não desistira de um abraço e de ouvir a sua voz dele. Mesmo que fosse o último abraço e mesmo que fosse um adeus.
quarta-feira, 9 de março de 2011
O valor, aquele valor.
''Dê valor as coisas enquanto as possui, pois sentir saudade não é motivo suficiente para tê-las de volta.''
As coisas acontecem você querendo ou não. Você se apaixona de repente, você vive os momentos intensamente e feliz ou infelizmente o fim chega. Mas, antes desse fim chegar, você teve os dias em que se considerou a pessoa mais feliz do mundo, a mais amada e a mais realizada. Teve dias que sentia que era tudo para aquela pessoa, teve dias que sentia que não conseguiria respirar sem ela. Teve dias que tudo que você queria era poder congelar o tempo e parar naquele momento em que olhava nos olhos azuis dele. Teve dias que você sorria para tudo e para todos, porque simplesmente se sentia feliz ao extremo, como nunca esteve.
Mas, agora tem dias em que você se sente a pessoa menos amada e uma das mais infelizes. Tem dias agora que você sente que apesar de ter sido bom você sente que não fez tudo que queria fazer, não provou o suficiente, pois, se o tivesse feito não teria terminado. Agora, você ainda acha que não pode respirar sem ele, mas você tem, você vai aprender. Porque nada é permanente, nada dura para sempre, nada, nada, nada.
E assim você sente saudades das coisas que já se passaram, e deseja tê-las de volta. Mas nem sempre (lê-se nunca) as coisas voltam como foram no passado. É simplesmente impossível fazer exatamente as coisas como elas eram, tentar revivê-las. A tecnologia ainda não se desenvolveu ao ponto de podermos rebobinar a vida e voltar naqueles momentos que lhe pareceram perfeitos ao lado de alguém. Daquele alguém. E, com isso, você sente saudades. Mas as saudades não são nada mais que mais um sentimento confuso. Milhares de textos dizem que nós devemos seguir os nossos sonhos, mas chega uma hora que determinado sonho não irá se realizar, e você percebe isso, mesmo que lhe custe muitas lágrimas.
Ás vezes temos que nos conformar com a realidade que o destino nos trouxe a tona. Ás vezes as coisas que você nunca esperaria que aconteceriam irão acontecer. Ás vezes é melhor aproveitar os momentos que ainda viram do que viver de lembranças. Ás vezes o melhor é não pensar ou perguntar a todos o que deve fazer, ás vezes o melhor mesmo é lembrar.
As coisas acontecem você querendo ou não. Você se apaixona de repente, você vive os momentos intensamente e feliz ou infelizmente o fim chega. Mas, antes desse fim chegar, você teve os dias em que se considerou a pessoa mais feliz do mundo, a mais amada e a mais realizada. Teve dias que sentia que era tudo para aquela pessoa, teve dias que sentia que não conseguiria respirar sem ela. Teve dias que tudo que você queria era poder congelar o tempo e parar naquele momento em que olhava nos olhos azuis dele. Teve dias que você sorria para tudo e para todos, porque simplesmente se sentia feliz ao extremo, como nunca esteve.
Mas, agora tem dias em que você se sente a pessoa menos amada e uma das mais infelizes. Tem dias agora que você sente que apesar de ter sido bom você sente que não fez tudo que queria fazer, não provou o suficiente, pois, se o tivesse feito não teria terminado. Agora, você ainda acha que não pode respirar sem ele, mas você tem, você vai aprender. Porque nada é permanente, nada dura para sempre, nada, nada, nada.
E assim você sente saudades das coisas que já se passaram, e deseja tê-las de volta. Mas nem sempre (lê-se nunca) as coisas voltam como foram no passado. É simplesmente impossível fazer exatamente as coisas como elas eram, tentar revivê-las. A tecnologia ainda não se desenvolveu ao ponto de podermos rebobinar a vida e voltar naqueles momentos que lhe pareceram perfeitos ao lado de alguém. Daquele alguém. E, com isso, você sente saudades. Mas as saudades não são nada mais que mais um sentimento confuso. Milhares de textos dizem que nós devemos seguir os nossos sonhos, mas chega uma hora que determinado sonho não irá se realizar, e você percebe isso, mesmo que lhe custe muitas lágrimas.
Ás vezes temos que nos conformar com a realidade que o destino nos trouxe a tona. Ás vezes as coisas que você nunca esperaria que aconteceriam irão acontecer. Ás vezes é melhor aproveitar os momentos que ainda viram do que viver de lembranças. Ás vezes o melhor é não pensar ou perguntar a todos o que deve fazer, ás vezes o melhor mesmo é lembrar.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Conto de fadas.
Quem nunca sonhou em conhecer a sua alma gêmea e viver feliz pro resto da vida com ela? Mas,com o tempo, você percebe que não existe alma gêmea e que você não consegue ser feliz com alguém pro resto da vida sem um minuto de infelicidade. Então, você decide que o melhor é assistir aos contos de fadas e acreditar que um dia você pode ser o personagem principal da sua própria história.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Labirinto.
Você se sente num labirinto sem fim. Não sabe pra que lado ir, ou pra que lado voltar. Você só quer correr, correr de tudo e de todos, menos dele. Mas você se lembra que tudo que ele quer é correr de você, se afastar, esquecer, fugir. Você se sente arrasada, sem um pedaço do peito, sem coração, sem sentimentos e a única coisa que você consegue fazer é chorar, chorar, chorar. Chorar porque o perdeu, e chorar por ter magoado a pessoa que mais ama nesse mundo e a única que já amou. Chorar por perceber que quem estava errada era você, sempre fora você, você apenas escondia isso. E não era por maldade, escondia porque não sabia onde estava o problema, e o problema é simplesmente você. Agora você chora por querer pedir desculpas por tudo, chora por querer se aninhar nos braços dele e tocar seus lábios. Chora de arrependimento. Chora porque simplesmente é a única coisa que consegue fazer, decidir. Mas tem aquela parte dentro de você, aquela parte que se chama amor, que implora por ele. E tem aquela parte, que se chama ódio, que implora para você não correr atrás, para não se magoar de novo, porque você não é nada, não significa nada para ninguém, e que nunca significará.
Você apenas quer a felicidade de volta, e você sabe onde encontrá-la. Apenas não sabe se vai conseguir conquistá-la de novo. Você precisa ser forte. Mas você o ama, você o ama. Será que ele te ama?
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Maré
Ás vezes ela se cansava de lutar contra a maré, mas ai se lembrava que depois dela vem o alto mar, a calmaria. Porém ela parece cada vez mais se distanciar. Díficil mesmo é quando você sente que está nadando sozinha numa imensidão sem fim, sem começo, sem resolução. Mas simplesmente não consegue desistir, precisa ser forte, arrumar forças. Ás vezes simplesmente não vale a pena todo o sacrifício, as vezes simplesmente a melhor opção é desistir. As pessoas dizem, dizem, dizem mas ninguém sabe o que fazer, ninguém sabe o que virá pela frente. Ninguém. Mas existem maneiras de nadar contra essa maré e chegar ao alto mar. É preciso ajuda da pessoa, de uma pessoa. Porque enquanto o mundo inteiro diz pra você desistir, a esperança sussurra para tentar mais uma vez. 1, 2, 3, na quarta já não dá mais. Apenas não dá para nadar, nadar, nadar e não chegar a lugar nenhum, ou pior, chegar em um lugar pior ao de origem. Sempre foi fácil nadar, sempre foi prazeroso, mas agora não é mais.
É agora que ela tinha que se decidir, ela tinha que saber se ia nadar com a ajuda de alguém ou ia simplesmente desistir e se afogar na imensidão do oceano desconhecido.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Sem razões.
Ela bateu a porta do seu quarto com força, e se jogou na cama com sapatos de salto e tudo. Não se importava se o edredom dela iria manchar, ou se o teto pudesse desabar, ela queria mesmo é entender tudo que estava acontecendo. Era necessário entender, mas estava difícil, muito difícil.
Quando nos apaixonamos, tudo é uma maravilha, mas chega uma hora que as coisas não ficam tão bonitas assim, chega uma hora que as coisas desandam, que tudo fica mais complicado. E o pior de tudo, é que quando chega essa hora, ela não trás um motivo. É obscura, sombria e triste. Triste ao extremo.
Sim, ela estava triste ao extremo. Ela sentia que as coisas não estavam como eram antes. Ela sentia tudo isso, e sentia o amor se distanciando com ele. Ele, por sua vez, não queria se distanciar, mas não sabia o que fazer para se manter próximo. Eles eram como dois imãs que se repelem, e eles estavam lutando contra essa força para os distanciar. Mas estava difícil.
As batalhas não são facéis, nenhuma delas é. E não adianta dizer que são, porque não são. Principalmente quando a batalha é com o coração, com o coração de duas pessoas que um dia já se apaixonaram, já brincaram do jogo da conquista e chegaram onde estão hoje, na situação que estão.
Ela não sabia o que fazer, já tinha conversado com ele, mas não adiantou muito, eles não acharam uma resposta coerente. Ela queria chorar, mas as lágrimas pareciam que estavam intaladas na sua garganta formando um nó. Tudo que ela queria era um abraço dele nesse momento, mas sabia que isso não era possível. Talvez fosse até melhor não existir essa possibilidade, eles precisavam pensar, eles precisavam mudar.
E acima de tudo, precisavam provar um para o outro o quanto se amavam.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Onde estava o amor?
E então ela tinha os seus sentimentos ainda guardados no seu peito, mas eles estavam confusos, muito confusos. Talvez a fase da paixão já tivesse terminado, talvez era a hora de o amor entrar em ação, isso é, se ele existisse. Um dia se desentenderam, e com a sua impulsão, ela já achava que nada mais daria certo. Que ele não a amava mais, que aquelas três palavras mágicas que fizeram nascer milhões de borboletas em seu estômago, foram ditas em vão. Ela achava que ele podia ser feliz sem ela, e isso a corroía por dentro, e muito.
Ela nunca se achou nada demais, sempre achou ser aquela garota sem nenhum atrativo, e naquele momento que os seus sentimentos estavam confusos, ela chegou a pensar porque ele tinha se interessado por ela. Talvez ele tinha tentado, mas desistido com o tempo. Talvez ele não tivesse o amor dentro de si, só tivesse a paixão. Mas e agora, que a paixão havia terminado? O que ele faria na ausência do amor? Será que ele iria esquecer dos beijos, dos carinhos e das risadas, ou iria tentar achar o amor dentro do seu coração?
Ela nunca se achou nada demais, sempre achou ser aquela garota sem nenhum atrativo, e naquele momento que os seus sentimentos estavam confusos, ela chegou a pensar porque ele tinha se interessado por ela. Talvez ele tinha tentado, mas desistido com o tempo. Talvez ele não tivesse o amor dentro de si, só tivesse a paixão. Mas e agora, que a paixão havia terminado? O que ele faria na ausência do amor? Será que ele iria esquecer dos beijos, dos carinhos e das risadas, ou iria tentar achar o amor dentro do seu coração?
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